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Meus originais ♥

Lá estava eu arrumando meu quarto hoje, dando aquela faxina power de levantar estantes e tudo o mais, quando, fuçando minhas coisas, encontrei meus originais. E por originais quero dizer OS originais MESMO. Aqueles primeiros livros escritos à mão, riscados, rascunhados, rabiscados e grifados.Não jogo nada do que escrevo fora e isso me resulta em caixas e caixas com cadernos cheios de anotações. E abaixo estão algumas fotos deles. 

Isso é rascunho do primeiríssimo livro que escrevi. É uma folha sulfite com a relação de capítulos e os trechos essenciais de cada um deles que eu tinha feito na época.

Primeiras anotações sobre O Mundo dos Mortos. Feitas às quatro horas da manhã. Olha só as anotações no alto da folha x) Tinha corrido e perguntado pro meu irmão e pro amigo dele nomes de armas dos jogos de Playstation e anotei tudo pra usar na história x)

Primeiro prólogo dO Mundo dos Mortos...

Linha cronológica de acontecimentos dO País do Vento, anotados por minha pessoa para não me perder na história.

Essa sou eu, escrevendo os poemas dO País do Vento e então destroçando eles com os significados subliminares. Vish.

Não consigo escrever poemas no computador. Preciso escrevê-los a mão, riscar o que não quero, escrever por cima e é isso aí.

Anastácia! :D

Rascunhando, de novo.

Eu imprimo os capítulos de Anastácia para a minha mãe ler. E betar o// De modo que essa versão está cheia de marca texto amarelo, caneta vermelha, lápis, rabiscos etc. Além da impressão ser de diversas cores, hm.

Como eu disse, cheio de correções.

~le spoiler! haha :D



É isso. É um post meio inútil, mas tudo bem. Enjoy (y)

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O Guia do Mochileiro das Galáxias


Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inexplicável. Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu. - O Restaurante do Fim do Universo, por Douglas Adams.

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Anastácia #4


Como eu disse no post anterior (ou não), eu estou completamente submersa na escrita de Anastácia e não tenho tido muito tempo pra vir aqui e dar sinais de vida por enquanto. Mas vejam só, é por uma boa causa. O livro está saindo (finalmente) e do jeito que está, já me acostumei a chamar de Anastácia e, pelo visto, esse vai ser o nome mesmo. Mas tudo é possível, então pode ser que mude. Ou não. Eu sou uma pessoa confusa, portanto você não devem prestar muita atenção quando eu falo sobre a decisão do nome de um livro. Porque isso pode levar muito tempo mesmo. De qualquer modo, Kiran vai continuar Kiran. O nome do outro personagem era Karan e tudo bem que é parecido, mas um é humano, um soldado aspirante à bárbaro e o outro é um centauro.
Peguem só a diferença de criaturas. Pois é.
Eu estou lendo Julieta Imortal (comprei, amém, cantemos músicas alegres), e lá pela quase metade do livro tem um capítulo que não é tão cumprido a ponto de ser considerado capítulo onde o Romeu narra e o nome é Intermezzo. Eu já tinha visto esse método em Strange Angels, mas nunca tinha me ligado no quão importante e legal ele é. Talvez porque em Julieta Imortal o intermezzo é realmente importante, ao contrário de Strange Angels que é só um sonho e embora ele seja revelador, não é exatamente emocionante. De qualquer modo, eu gostei disso e tive tipo um insight. A Kamila odeia insights quando está estudando, eu abomino insights quando estou lendo livros de outras pessoas. Fica parecendo plágio, embora muitas vezes (na grande maioria delas) o insight não tenha absolutamente nada a ver com o livro em questão. Mas dessa vez o insight tem relação com Julieta Imortal. Mais precisamente com o Intermezzo.
Como Intermezzo é Interlúdio em italiano, eu pensei que, talvez, para ficar mais legal e mais no clima, meu livro tivesse de ter elementos da Itália para poder usar o Intermezzo de verdade. Mas então eu lembrei de Strange Angels e do modo como ele não tem definitivamente nada em relação à Itália.
Então decidi. Anastácia vai ter Intermezzos.
É claro que isso não foi uma ideia do tipo: “Ah, achei maneiro e agora vou usar”. Não, porque isso é meio bobo, embora aconteça. Tudo veio da escrita do livro, do meu incômodo em escrever capítulos curtos demais e usar a numeração. Isso sim é bobo, mas eu sou muito perfeccionista. Por exemplo, a primeira parte do livro tem sete capítulos compridos e o oitavo tinha menos de uma página. É. Então lá no meio da segunda parte, após capítulos longos também, tem um pequeno, perdido, que não ocupa nem metade da página. Isso porque não são capítulos relacionados à história em si, mas são elementos que contam a história antes da história, se é que alguém aqui consegue me entender.
Pois então, decidi que esses minúsculos capítulos (poucos, porém de suma importância para o desenrolar da trama, tipo o personagem Loren, seu lindo) serão os meus Intermezzos. E isso não é plágio – é apenas a utilização de uma forma organizada e padronizada de montar a história e o livro em si.
Para vocês terem uma ideia (e também para a Julis surtar e me espancar, mas isso porque ela ainda não respondeu o meu tweet e não deu sinal de vida na internet porque eu NECESSITO falar com ela sobre a Anastácia e seu destino e ela iria amar o que eu tenho pra dizer, mas isso somente se ela der as caras por aqui, é), segue o Intermezzo II, com um argumento da história de Esca, o menor reino da Província de Órion, de onde vem a minha Anastácia.


INTERMEZZO II
PROVÍNCIA DE ÓRION

De toda a Província de Órion, Esca é o menor de todos os reinos, sendo o Grande Imperador muito generoso em dar a este pequeno pedaço de terra o título de reino tantos anos atrás. Um dos motivos para Esca ter tido o privilégio de ser chamada de reino e de ter um governante com o título de rei soberano, foi a pessoa que, para começo de conversa e ponto de partida da história, reivindicou tal coisa.
         Isso foi há muito tempo – muito antes de Rores Atirena se consagrar como bárbaro e usar a coroa por direito hereditário. Isso aconteceu muito antes do seu nascimento, antes mesmo do Grande Imperador cogitar a existência de Esca e se preocupar minimamente com aquele lugar repleto de árvores e isolado tão selvagemente por montanhas. Esca não era nada a não ser uma pequena aldeia no meio de uma floresta.
         Era essa a descrição de Esca no princípio, no começo dos tempos, durante a Era Sombria.
         Dando início a uma sucessão de líderes autoritários e tiranos, o primeiro bárbaro da família Atirena – pois esta, dentre todas as outras, era a única que realmente possuía sangue da plebe –, aquele que consagrou e honrou a herança da família, era um homem comum, um soldado que lutava com uma espada de ferro que quebrava cada vez que brandia uma de prata.
         Miguel Atirena – aquele que era amado pelos bárbaros e odiado pelo povo. Sim, ele era um deles, um daqueles que nascera num celeiro em volta de animais, um daqueles que perdera a mãe por falta de assistência médica. Sim, ele era um aldeão, um filho de ferreiro, um delinquente em quem ninguém confiava. Ninguém, exceto os bárbaros. E uma mulher.
         Mas esta mulher merece ser lembrada através dos tempos, através dos anos que Órion sofreu com seus reis e imperadores, através dos dias em que os bárbaros pareciam sumir.
         Uma mulher chamada Haneli.


“Como um anjo caído, fiz questão de esquecer.”
LEGIÃO URBANA
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Anastácia #3

Eu vou dizer porque eu ando sumindo do blog e redes sociais em geral ultimamente e a culpa é toda da Anastácia. Sério. O livro está me consumindo totalmente e isso é bom de uma maneira geral e meio ruim porque meu cabelo anda um caco porque, né, eu pareço uma louca escrevendo e imaginando coisas e tudo o mais. Julis, Pamys e Kamila devem me entender. Menos a parte do cabelo porque vocês são lindas (y) Enfim, a realidade é que eu passo mais tempo escrevendo do que dando sinais de que eu existo por aqui. Mesmo não gostando de deixar o blog no limbo, bem, eu preciso fazer isso, senão não consigo escrever porque sempre vai ter alguma coisa pra fazer por aqui. Mas de vez em quando eu apareço, só pra dizer que estou aqui e que o blog ainda é meu e que meu Twitter ainda é habitado mesmo que eu praticamente não poste mais nada nele. Estou lá, é. Só para vocês me perdoarem (lê-se: as meninas já acima citadas me perdoarem, cof cof), vou deixar o trechinho tema de Anastácia que está lá no comecinho do livro. Beijos :*

Senhora encantada, que espera no muro, seu conto apenas começou. Ele vem de longe, da Terra de Lugar Nenhum - o vento está soprando um som bem conhecido... Senhora encantada, seu amor há muito se foi.

FAIRY TALE, SHAMAN

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First Chapter, Anastácia ♥


Como eu ando extremamente negligente com o blog, deixando-o aqui, largado no limbo florido e cor-de-rosa que é esse template, decidi que, como já estou na segunda parte de Anastácia (e até segunda ordem, será esse o nome do livro, att) e muuuita coisa já aconteceu desde o prólogo (comprometedor demais para postar) e o primeiro capítulo, resolvi postá-lo para quem possa remotamente se interessar em lê-lo. A Pammys vai adorar. A Julis vai fazer um comentário nesse post cheio de [AAAA]s (e agora, vejam só, ela vai ter que comentar porque vou obrigá-la). A Kamila vai ter uma crise de Phyreon que, como eu já disse, o segundo irá adorar por ter guerreiras peitudas e muito sangue. Ô imortalzinho maldito e sem vergonha. Nem respeitar a memória da falecida respeita - só que isso malditamente não impede que ele se atenha a ela de uma maneira que fica impossível competir u.u Tio Phyreon é do mal, é isso.
Bom, vamos ao capítulo. Ah, e é em terceira pessoa. Bjs.

I
AS PRINCESAS PERDIDAS

O nome dela era Anastácia Carolina Atirena e sua linhagem não é importante agora. O que importa realmente são seus problemas e sua missão, e nada disso tem a ver com quem foram seus ancestrais. Algum dia, é claro, aquilo importaria e poderia salvar a sua vida, mas, por ora, não passava de uma árvore genealógica velha e apodrecida, com raízes feias e decrépitas.
O que aquela menina estava fazendo no meio daqueles homens era um mistérios para todos aqueles cujas peles estavam regadas a suor e sangue e que, naquele momento, encaravam a garota com um misto de curiosidade e assombro. Aquela fora uma batalha sangrenta, brutal, cruel e agressiva de um modo que há muito tempo aqueles soldados não presenciavam e protagonizavam. Era interessante e particularmente curioso para aqueles homens – pobres soldados, porém não burros – que a brutalidade dos campos de batalha tivessem subitamente retornado quando a menina partiu com eles numa busca desconhecida. O inimigo também lhes causava arrepios. Havia décadas que Tena não levantava a espada contra Esca e aquele ataque no meio do deserto de Greta não tinha nenhum motivo que os soldados pudessem pensar.
Exceto um. E eles estavam apostando todas as suas riquezas – as quais definitivamente não eram muitas – que o motivo de toda aquela confusão era uma nova companhia ao lado deles. Uma garota. Uma maldita garota que cobria o corpo inteiro e lutava feito um homem. Os soldados, muitos deles pasmos demais para dizer alguma coisa contra a menina, não sabiam se aquilo era ou não um bom sinal. A crença daqueles homens no seu reino estava diminuindo e sendo colocada à prova – eles já não sabiam se lutavam do lado certo.
- Juntem os corpos – a garota disse, olhando ao redor com olhos de águia, a voz saindo afiada como uma de suas espadas brilhantes. – Contem os mortos e queimem. É isso que faremos por hoje.
Eles fizeram apostas, os soldados. Eles apostaram assim que saíram de Esca que na primeira batalha a menina cairia e imploraria para que eles a levassem de volta ao reino, que tudo o que o Oráculo disse e previu não passava de um engano. Eles apostaram suas fichas nisso. Alguns ousaram entregar moedas ao apostador. Outros entregaram bens mais valiosos que isso. Todos eles esperavam ganhar alguma coisa quando a menina começasse a chorar e implorasse pela volta, mas isso não aconteceu. Somente um deles ganhou e ele ganhou tudo o que fora apostado – moedas de ouro, correntes de prata, anéis de bronze – o garoto ficara com tudo. E quando ele fez sua aposta, os soldados riram dele, mas deveriam ter tomado como um sinal.
O conselheiro sempre tinha de ser ouvido.
- Você não deveria ter lutado – foi somente o que ele disse à Anastácia. Ela lhe devolveu um olhar duro e frio.
- E olhar enquanto meus homens morriam pela lâmina de Tena? Que tipo de guerreira acha que eu sou, Kiran?
- Você não deveria ter lutado – ele apenas limpou o suor da testa com a barra de sua camisa e olhou ao redor. – Você os assustou.
- E conquistei seu respeito – ela olhou ao redor também. – Eu só preciso que eles confiem em mim.
- É difícil quando eles não sabem por que estão partindo para tão longe de casa – Kiran disse. Ele fazia sentido, como sempre, mas Anastácia não se importou. Uma das principais razões para ela estar ali era o segredo. E embora nenhuma palavra tivesse sido dita sobre isso, ela não iria quebrar o voto que fora feito há tantos anos. Ela não podia e sentia que, se dissesse alguma palavra, tudo aquilo iria por terra. – Eles precisam saber por que estão sendo atacados, Anastácia. É mais fácil lutar quando se sabe o motivo.
- Pensei que você não pudesse questionar sua Senhora, Kiran – Anastácia virou um corpo inimigo e tocou na testa dele, fazendo uma prece silenciosa. – Não há nada para ser dito. Você deveria voltar ao trabalho.
- É o que estou fazendo – ele a seguiu quando a guerreira começou a arrastar o corpo do soldado de Tena para o monte que seus homens estavam fazendo. – Sou o conselheiro escolhido e, supostamente, lhe dou conselhos. Mas você não escuta e não os segue. Eu gostaria de saber o que estou fazendo aqui se meu propósito simplesmente é ignorado.
- Você sabe o caminho para Esca – Anastácia ofegou quando jogou o corpo do homem junto aos outros. Ela estava coberta de sangue e do cheiro da batalha. Sua espada estava suja e suas mãos estavam repletas de terra. Aquela roupa comprida a fazia suar mais ainda, mas não havia nada que ela pudesse fazer sobre aquilo. Não havia uma escolha. Nunca houve. – E você pode levar seu cavalo. Ninguém o está impedindo de voltar.
Kiran ergueu uma sobrancelha.
- E ignorar o Oráculo? Eu prefiro caminhar para o abismo para o qual você está nos levando e cair dentro dele a ter que voltar para Esca e dizer a ela que não consegui – Kiran cutucou um soldado morto com a ponta da bota para se certificar de que realmente estava morto, mas quando este agarrou seu pé, ele quase tivera um ataque do coração com o susto. – Santo nome de Deus! – gritou e desembainhou sua espada.
- Ei – Anastácia segurou seu braço. – Não seja um idiota.
Ela se agachou ao lado do homem que cuspia sangue e olhou para seu rosto sujo de lama. Ele soltou o pé de Kiran para segurar os ombros de Anastácia com uma força que de longe era de um cadáver. Ele parecia se agarrar a vida com todo o seu fervor e a vontade de viver do homem era tanta que Anastácia franziu o cenho. Todos pareciam inocentes quando estavam à beira da morte, mas ela se lembrava muito bem do rosto enfurecido e possuído daquele mesmo homem quando este tentou matá-la com um golpe de espada.
- Qual o seu nome, soldado? – ela perguntou, a voz nem tão dura para que pudesse assustar, mas nem tão suave para que pudesse penalizar. Anastácia agiu com toda a indiferença que conseguiu.
- Você... – ela podia jurar que os olhos dele estavam cheios de lágrima.
- Seu nome – ela repetiu duramente.
- A guerreira escolhida – ele chorou e tossiu, sangue escorrendo dos cantos de sua boca e seu peito convulsionava cada vez que ele tossia. – Estamos mortos. Ele trará a destruição. Você e suas marcas... – ele cuspiu o sangue nas próprias mãos, respingando no rosto de Anastácia. – Estamos todos mortos.
O homem foi dominado por outro acesso de tosses e Anastácia franziu ainda mais o cenho. Ela se perguntou como na terra ele podia saber do que estava falando. Talvez fosse só um delírio de um homem demente, mas talvez fosse apenas a repetição daquilo que ele já ouvira antes. Mas aquelas palavras tão certas não podiam ser somente um delírio – eram tão exatas e tão sucintas e cheias de verdade que os olhos de Anastácia se arregalaram quando ela percebeu que o homem que tinha nos braços estava prestes a morrer.
- Não – ela tentou. – Não ainda. Onde você ouviu essas coisas?
- Mortos – ele continuava chorando e tossindo, as palavras quase incompreensíveis saindo de sua boca com um esforço descomunal. – Pela princesa perdida. Estamos todos mortos.
- Não! – ela o chacoalhou pelos ombros quando ele parou de tossir. – Volte! – ordenou. – Aonde ouviu isso?
Mas é claro que ele não voltou. O homem já não estava mais ali, nos braços dela, delirando ou conversando – não importava, o lugar para onde ele fora continuava sendo o mesmo, não importava o que ele estivesse fazendo na hora em que partiu. A morte era quase sempre a mesma para todos os soldados, variando os donos das lâminas que os mutilavam. Sempre era dolorosa e difícil, uma morte cruel e desumana, homens que lutam batalhas dos reis, dos príncipes e dos imperadores, convencidos de que mudam suas vidas, de que ajudam seu império.
- Anastácia – Kiran colocou uma mão no ombro dela. – Pare.
- Inferno – ela largou o corpo no chão. – Maldito inferno.
A guerreira levantou-se, olhando ao redor, checando seus homens, certificando-se de que ninguém além dela tinha ouvido as palavras do soldado agora morto. Anastácia não tinha entendido tudo, mas boa parte fazia sentido para ela e isso era suficiente para que ela temesse que a outra parte do delírio fosse decifrada por algum soldado intrometido. Não, ela não podia dar-se a esse luxo. Não era um segredo somente dela e Anastácia sabia que estaria colocando a vida daqueles homens em risco se eles soubessem do verdadeiro motivo daquela jornada.
Ela tinha que achá-lo. A todo custo, Anastácia tinha que achá-lo. E então, quando finalmente o encontrasse, ela tinha instruções claras e precisas do que tinha de fazer. As ordens eram claras e não deviam ser desobedecidas.
Ela tinha de achá-lo – e então tinha de matá-lo.


“A noite está em chamas.”
30 Seconds To Mars
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Obs: Todo final de capítulo tem um trechinho de música assim. É bonitinho, awn.
Obs²: E eu acho vagamente que já tenho um personagem chamado Kiran. E ele é um centauro. Então o nome do conselheiro poderá mudar. Só pra constar.
Obs³: O blogger está se recusando a me deixar colocar um título na postagem. Era pra ser "First Chapter, Anastácia (insira um coração aqui)", mas a coisa tá difícil.

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‎"Acredite em mim: eu sei que todos nós nos agarramos à vida e às suas certezas. Não é fácil, nestes dias de ceticismo, tirar a dureza e as barreiras que nos ajudam a enfrentar o dia a dia. Mas experimente, nem que seja só um pouco. Abra seus olhos e você verá o que eu consigo ver. E se já se perguntou o que acontece quando uma pessoa próxima de você é levada cedo demais - e isso sempre acontece cedo demais -, pode ser que você encontre outras verdades aqui, verdades que podem diminuir a pressão da tristeza na sua vida, que podem libertar você da culpa, que podem até trazer você de volta para este mundo - qualquer que seja o lugar onde você se esconda. E aí você nunca se sentirá só."

♦ Ben Sherwood, em Morte e Vida de Charlie St. Cloud, página 11.

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Na minha estante #2

Olá :) Sei que ando postando poucas coisas, mas é que ando realmente sem tempo. Porém, sempre que possível, dou uma passada aqui no blog, uma olhada na internet e nos lançamentos pra dar uma atualizada para o blog não ficar às moscas. Portanto resolvi dar continuidade a sessão que eu disse que ia dar continuidade na primeira versão que fiz. Então vamos lá.

O livro que estou lendo no momento é Cilada, o qual a minha melhor amiga de todos os tempos que eu amo de paixão, oi Fabis ♥ E pode rir disso Jairê ;D me emprestou depois de surtar e dizer o quanto o livro era maravilhoso. E, realmente, o livro é ótimo. Estou na reta final, últimas páginas, mas nem percebi como cheguei lá. O livro é emocionante do começo ao fim (quase fim, no meu caso) e me prendeu desde as primeiras páginas. Já pensei na inocência e culpas de inúmeros personagens diversas vezes e ainda não tenho uma opinião concreta para inocentá-los ou condená-los de vez. Só pra você sentir o drama da coisa toda.
Eu nunca tinha lido um livro do Harlan Coben até agora, mas posso entender perfeitamente porque a maioria dos seus livros se tornam best sellers. Simplesmente porque a narrativa dele é ótima, ativa, rápida e nem um pouco cansativa. Cada capítulo termina com uma deixa específica para o outro, cada diálogo tem um propósito e (Wendy que o diga) uma pitada divertida de sarcasmo e ironia. O jeito que o autor entrelaçou todos os casos é incrível e um desfecho ainda mais incrível está por vir (espero). Quando achei que as coisas tinham se resolvido, lá pela metade do livro, é que elas estavam somente começando, e a curiosidade para saber o resto da história é assombrosamente avassaladora. Não consigo parar de ler - e te entendo totalmente agora, Fabis.

Bom, por enquanto é isso. Em breve, uma resenha muito parcial por aqui :*


♥

No ínicio éramos um grupo de nove.
Três se foram, morreram.
Agora restam seis.
Eles estão nos caçando e não vão parar enquanto não matarem todos.
Eu sou o Número Quatro.
Sei que sou o próximo.

Eu sou o Número Quatro, pg 13, por Pittacus Lore

Minhas coisinhas #1

Ah, só umas coisinhas que eu comprei. Uns livrinhos, pra ser mais específica. E não, eu não comprei tudo de uma vez, mas é que deixei acumular aqui antes de postar sobre isso. E eu me sinto meio idiota por tirar fotos dos livros e postar, mas acho tão legal, kk. Enfim. A resolução da câmera é terrível porque é com o celular da minha irmã (porque ela estragou a minha câmera, sim, eu estou furiosa), então lá vai:

O box mais lindo de todos os tempos ♥




Ezio, o próximo na minha lista de leitura [a]

Tá, esses dois aí faz um tempãaao que eu comprei, mas né.


Ao fundo, no quadro, podemos ver as longas madeixas da Riza (FMA), desenhados por mim, ê.


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Na minha estante #1

Eu odeio não ter tempo suficiente para ler. Mesmo com o dia-a-dia corrido, entre responsabilidades e deveres, consigo dar uma driblada e ler um bom livro. Mas é claro, pra quem acompanha o blog desde a época em que eu lia uns três livros por semana, deve estar estranhando esse súbito stop nas resenhas. Não é porque eu parei de ler - continuo lendo, acredite! -, mas é porque a velocidade da leitura diminuiu, assim como o tempo para a mesma. Para o blog não perder o propósito principal que seria a literatura e para eu não ficar postando textos ou depressivos ou de incentivo do tipo "acredite nos seus sonhos", vamos conver, isso não está mais enrolando os seguidores, resolvi criar essa coluna, Na minha estante. É basicamente falar sobre minhas metas de leitura, um livro que estou lendo o que comprei e está apenas aguardando a sua vez. Alguma coisa assim. E para estrear essa nova coluna que pretendo ter com a mesma frequência que os Devaneios e as Músicas (olha só onde fomos parar, tsk tsk), nada melhor que um autor brasileiro.
E não, dessa vez não vou declarar amor eterno a escrita do Eduardo Spohr.
Alguns dias atrás, após outros dias de espera ansiosa, finalmente chegou o box da trilogia Dragões de Éter que eu havia comprado no Submarino numa promoção relâmpago super interessante. Já fazia um bom tempo que eu queria ler esses livros, primeiro pela temática me agradar e segundo pelas resenhas que eu li terem dado ótimas críticas quanto ao autor e ao modo dele escrever. Constatei que tudo isso não era mentira já nas primeiras páginas de Caçadores de Bruxas.
O modo que Raphael Draccon descreve os cenários, as situações e os próprios personagens dá a entender que ele realmente sabe do que está falando. É claro, você irá dizer. Ele é o escritor. Sim, eu sei disso. Mas tem vezes que quando a narração é em terceira pessoa, o autor não consegue passar aquela intimidade com os personagens, entendem? Não que seja algo frio, dificilmente, mas algumas vezes fica vago, isento de muitos detalhes. Com Raphael Draccon a coisa é bem diferente.
A narrativa é feita em primeira pessoa, porém a história não é narrada pelo protagonista. Em nenhum momento o narrador se defronta com os outros personagens e isso é peculiar, porque dá a impressão que o narrador é alguém de fora, que pode observar tudo e todos eu suspeito do que o narrador seja, mas ei, não me deem spoiler, estou na metade do livro, muito obrigado sem se preocupar em ser visto. Outro ponto são os personagens. A história não é narrada apenas pela Ariane Narin ou João e Maria Hanson ou pelo príncipe Axel Terra Branford ou Primo ou alguém em particular, mas sim por todos eles. Sim, é claro que alguns personagens como Maria e Axel, Ariane e João, possuem um destaque maior, pelo menos na primeira metade de Caçadores de Bruxas. Não importa realmente a quantidade de personagens que narram se o autor sabe levar o leitor a todos os lugares que ele deseja, de um porto velho de Andreanne ao Palácio do Rei Primo. E tenho de confessar que Raphael Draccon faz isso com maestria.
Reunir vários contos de fadas num lugar só e construir uma sociedade com eles não é uma tarefa fácil. Primeiro porque Caçadores de Bruxas é uma situação pós-lobo mau, pós-bruxa má, pós-felizes para sempre. Depois, são contos que todas as pessoas conhecem e se é perigoso para um escritor lidar com algo desconhecido do público, é ainda mais árduo agradar com algo que eles já conhecem. Mas, por incrível que pareça, essa "salada de personagens" teve um ótimo resultado. Não sei como explicar, mas é divertido ler um livro que retrata toda uma suposta continuidade dos contos que você ouvia desde criança. Mas mais interessante ainda é a base, a autenticidade que Raphael Draccon trouxe para Nova Ether, criando assim, seu próprio universo, com seus próprios personagens, com suas próprias histórias e personalidades, com uma trama de acontecimentos que intrinca cada uma delas, fazendo de qualquer marujo um personagem importante para o desenrolar da história.
A minha pergunta e acho que a de muitas pessoas também era, sempre foi: "O que aconteceu com eles depois do felizes para sempre?" Ninguém nunca tinha uma resposta. Eles não envelheciam, não morriam, não tinham filhos ou cresciam e tinham suas namoradas ou namorados? Parece até que, de um modo único e encantador, Raphael Draccon está respondendo essas perguntas, não só minhas, mas de muita gente por aí.
Já até sei a história qe vou contar para meus filhos. Não um feliz para sempre, mas, depois de muitas anos, em um Reino de Nova Ether, aos arredores de Andreanne um príncipe conheceu uma plebéia e o irmão dela conheceu uma menina cujo chapeu já fora vermelho, onde, numa taberna, um caçador reencontrou a protegida, onde um plebeu virou Rei, assim mesmo, com letra maiúscula.





PS: Minha reação quando descobri que a imagem do site oficial de Dragões de Éter se mexe, muda de clima etc, foi muito histérica. Gostei disso, hein *-*

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I, Ametista ♥

Vou confessar que peguei a ideia da linda da Pam. Quando eu vi no blog dela eu fiquei refletindo sobre o porque não fiz isso antes também. Porque é meio óbvio. Você escreve um livro, cria um mundo paralelo e, supostamente, coloca isso no papel. Ou, no caso, no paint. Mas enfim.

Pam, copiei de ti, sua gênia.


Abismo precede o Inferno. É onde todos os Capturadores largam seus prisioneiros para que estes sejam torturados ou encarcerados. O destino é o mesmo para todos que acabam presos ali. A morte.

Portais são as aberturas entre o Inferno, Céu e a Terra. Alguns são temporários, outros permanentes. Algumas pessoas são capazes de abri-los com determinada magia. Uma vez abertos, a pessoa deve ou fechá-los imediatamente após o uso ou programá-los para isso. Caso contrário, qualquer um tem acesso ao portal.

Poço de Lava é a abertura permanente para o Inferno. É isso que provoca o aquecimento exagerado no Abismo.

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Trilogia Além do Fim ♥

Livro I - Ametista
Livro II - Opala
Livro III - (?)

Sei que tinha postado anteriormente como sendo "As Rochas do Paraíso", mas acontece que não deu. Fui escrevendo e à medida que o fazia, pareceu um título inadequado demais para uma história onde o ponto mais característico da protagonista era uma pedra ametista. De qualquer modo, consegui dar um nome para o segundo livro seguindo a mesma linha do primeiro e o terceiro irá por esse caminho também, embora eu ainda não tenha encontrado um nome adequado para ele.


I. Ametista

Prólogo

Eu sou o ódio, ele, o amor. Ele é a promessa de um futuro, enquanto eu sou a promessa de que este não existirá. Ele é bom, eu, má. Ele é o sussurro da esperança, eu sou o grito da maldade. Sou o horror e o desespero, ele é a generosidade e pureza. Sou o veneno que entorpece as almas e degrada o caráter, ele é o antídoto que purifica a vida. Sou a cobra peçonhenta que lhe ataca sem pudor, ele é o homem que lhe salva. Sou a brisa que te empurra do penhasco, ele é a mão que te segura. Ele concede perdão, eu concedo remorso. Eu destruo o mundo enquanto ele o reconstrói.

Eu o odeio, ele me ama.

"Uma flor para cada alma. É a troca, é a marca. É o castigo, Ametista."

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Biografia dos personagens ♥


Ângela Formonte
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Mãe de Belinda, esposa de Vitor. É isso que sabe-se de Ângela Formonte. Seu passado torna-se cada vez mais obscuro cada vez que Belinda se atreve à espiar. Mikael sabe de coisas suficientes sobre Ângela para fazer a cabeça de Belinda pirar. Uma rede de mentiras oculta Ângela Formonte. O véu irá cair. Logo.

Descontraindo

"Dar de si antes de pensar em si."
Rotary International

(Distrito 4650)

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