"Acredite em mim: eu sei que todos nós nos agarramos à vida e às suas certezas. Não é fácil, nestes dias de ceticismo, tirar a dureza e as barreiras que nos ajudam a enfrentar o dia a dia. Mas experimente, nem que seja só um pouco. Abra seus olhos e você verá o que eu consigo ver. E se já se perguntou o que acontece quando uma pessoa próxima de você é levada cedo demais - e isso sempre acontece cedo demais -, pode ser que você encontre outras verdades aqui, verdades que podem diminuir a pressão da tristeza na sua vida, que podem libertar você da culpa, que podem até trazer você de volta para este mundo - qualquer que seja o lugar onde você se esconda. E aí você nunca se sentirá só."
♦ Ben Sherwood, em Morte e Vida de Charlie St. Cloud, página 11.
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Pode conter spoilers.
A primeira coisa que eu tenho a dizer sobre esse filme é que a interpretação do Zac Efron me impressionou muito. Do tipo muito mesmo. Finalmente ele perdeu aquele carimbo Disney que a Vanessa Hudgens ainda carrega estampado na cara (só um pouquinho!). Afinal, quando aparecia as cenas de choro do Charlie, o Zac chorava pra valer, não aquela coisa bonitinha de escorrer uma lágrima, mas o choro cheio de muco e caretas que realmente expressa alguma emoção. E eu confesso que sempre tive uma quedinha lê-se "o tombo inteiro" pelo Zac Efron e ver ele num personagem tão intenso e maduro como o Charlie St. Cloud me impressionou e fez com que me apaixonasse de vez, verdade.
Se tratando de enredo, Vida e Morte de Charlie St. Cloud é muito bom. O filme tem uma história boa e um contexto bem interessante, assim como personagens mais interessantes ainda. O Sam, irmão do Charlie, quase me fez chorar em todas as suas aparições e quando ele descobre a verdade sobre a guria, ah cara, se eu fosse uma manteiga derretida coisa que eu não sou, se conformem, teria chorado horrores. Esse é o tipo de filme que você assiste e guarda pra sempre na memória, assistindo de novo e de novo e se emocionando em todas as vezes. Não se trata apenas de um romance entre um homem e uma mulher, mas da relação de Charlie com seu irmão e como ele mesmo tenta lidar com a morte do mesmo, com a culpa de tê-la causado. Além de, claro, ter de lidar com rostos conhecidos e confusos toda vez que mais alguém morre e vai parar no cemitério onde ele trabalha e ter de ouvir a cidade inteira chamando-o de maluco. Um maluco muito lindo, se você quer saber minha humilde opinião. Mas, enfim, se você não se emocionar com Vida e Morte de Charlie St. Cloud, bom, só posso dizer: Seu sem coração! -q
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