"É comum, em momentos difíceis, as pessoas dizerem que o tempo cura todas as feridas. Conversa fiada. Na verdade, você fica arrasado, se entrega ao sofrimento e chora até achar que não vai conseguir parar nunca mais - e então chega a um ponto em que o instinto de sobrevivência assume o controle. E você para. Simplesmente não quer nem consegue se permitir mais 'entrar em contato' com a dor, porque ela é grande demais. Você a bloqueia. Você a renega. Mas na verdade não se cura." (p. 44)
"Aqui está uma filosofia bem simples: relacionamentos são complicados. Principalmente os do coração. Você precisa deixar as pessoas resolverem os próprios problemas." (p. 82)
"O seu amigo gosta ainda mais de você. Com todas as outras pessoas, você arma uma fachada e esconde as coisas ruins para que elas gostem de você. Mas com os amigos de verdade você revela seu pior lado e isso acaba conquistando o afeto deles. É quando deixamos cair a fachada que conseguimos nos conectar aos outros." (p. 29)
Não sei nem como começar. Sabe quando um livro é ótimo que até mesmo a palavra ótimo ou o termo muito bom são poucos para descrevê-lo? Pois então. É como eu me sinto lendo Harlan Coben. Ele faz mágica com as palavras e com certeza tem muita criatividade para desenvolver aquelas tramas tão intrincadas e cheias de suspense. Não estou comparando-o à Dan Brown, mas posso dizer que me sinto fascinada com os livros de ambos na mesma proporção. Dan Brown me fascina pelos fatos históricos e fatos supostamente reais trabalhados em seus livros. Harlan Coben me deixa cheia de inveja com esses seus desfechos tão dramáticos e surpreendentes. Ambos são livros pra se ler comendo pipoca.
Ah, e com cuidado para não manchar as páginas com gordura. É.
O final é o clímax do livro. Ou, na maior parte das vezes, deveria ser. Harlan Coben segue essa "regra" com perfeição. O final do livro é surpreendente. Os personagens são bem trabalhado e aquela advogada Crimsten - estou dizendo, vou ser como ela quando crescer. Sério.
"Você pode argumentar que estou pisando em terreno muito escorregadio. Concordo com você, embora eu possa replicar que a maior parte da vida é dessa forma. O problema quando você aceita conviver com essas matizes são as repercussões - não apenas as teóricas, que mancham a alma, mas as concretas, a destruição imprevisível que tais escolhas deixam para trás. Eu me perguntava o que teria acontecido se eu tivesse falado a verdade desde o início. Esse pensamento me pareceu bastante assustador."




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