Resenha: Ghost Town, The Morganville Vampires #9, por Rachel Caine ♥


Contém spoilers. Como é que eu não vou falar spoilers? É o nono livro da série, pelamor.

Adoro essa série. Sério mesmo. Dos livros YA de vampiros que eu já li, TMV é a melhor série até agora, superando até mesmo Vampire Academy (isso só por causa do final HORRENDO de Last Sacrifice, pelamordeodin). Á única desvantagem dessa série é que ela é muito comprida, estando já no 13º volume. Eu descobri a série quando a autora, Rachel Caine, tinha acabado de lançar Lord of Misrule, o quinto livro da série, e comecei a ler porque pensei que iam ter no máximo seis livros. Você sabe. Achei que não seria uma série tão absurdamente comprida. Talvez isso nem seja uma total desvantagem. Para quem já é fã e já estava acompanhando a série, fica fácil acompanhar os lançamentos e a leitura, no entanto, para quem descobre a série agora, por exemplo, provavelmente já vai desanimar com a quantidade de livros que vai ter que ler e na quantidade de história que já vai ter que se inteirar. O mesmo vale para House of Night, mas, bem, desisti de HON lá em Tentada, quando a coisa começou a ficar ridícula de vez. Não que não fosse antes, já que Zoey tinha um namorado (o único cara da sua vida) e de repente, depois de virar vampira, começou a pegar geral, trair e fazer o diabo a quatro com os vampirinhos da cidade.

Mas não vamos falar da Zoey Redbird, vamos falar da Claire Danvers.

Em Ghost Town, lidamos com os eventos que eclodiram em Carpe Corpus* e que se desenvolveram em Fade Out** e ficaram estacionados em Kiss of Death*** De uma maneira geral, o que acontece é que Myrnin e Claire tem que trabalhar duro para consertar a máquina que dá vida a Morganville. E é claro que o Myrnin acredita firmemente que isso não será possível se eles não usarem um cérebro de verdade como coração da máquina. 

Acontece que ele estava certo. Myrnin é doido, pirado mesmo, mas sempre está certo. Não sei nem porque ainda duvidam dele nos livros.

Claire e Myrnin arranjam um jeito e fazem a máquina funcionar novamente. As coisas vão as mil maravilhas até que as pessoas começam a esquecer quem elas são e onde estão e porque diabos vieram parar em Morganville. A "guerra civil" entre Amelie e Oliver não ajuda em nada na questão dos esquecimentos e quando tudo eclode, as coisas simplesmente fogem do controle. É Myrnin enlouquecendo e monopolizando o laboratório, impedindo que qualquer um se aproxime; é Amelie esquecendo que o Sam está morto e achando que tudo é culpa do Oliver; Michael andando no sol alegremente esquecendo que é um vampiro; Shane achando que toda a sua família está viva ainda; Monica dando em cima do Shane; é uma doidera. Sério mesmo. A autora passou exatamente a questão de caos que era esperada quando as pessoas começaram a esquecer o que era Morganville. Os únicos que continuam lembrando o que diabos está acontecendo são Oliver e Claire, mas Oliver não é de muita serventia, uma vez que Amelie resolve capturá-lo porque acha que ele é o Judas de Morganville. Na verdade, ele é, mas este não é o caso agora.

A coisa toda vira um caos total e eu fiquei me perguntando como diabos a Claire ia salvar o mundo sozinha.

Acontece que ela não salva, o que foi legal da parte da Rachel Caine. Quer dizer, a Claire é uma mocinha legal, inteligente e não é aquela mosca morta a lá Marie Sue. Mas vamos ter que concordar ao dizer que ela não leva jeito para heroína destemida que mata todos os vamps e saí rebolando de salto alto assoprando a arma. Não, ela monta um esquadrão para enfrentar o Myrnin-doidão. A ajuda veio de quem ela menos esperava (mas eu já estava esperando isso, veja bem) e os motoqueiros selvagens (?) entram em ação. Tem um lenga lenga antes disso, a Claire convencendo o Shane de que a família dele morreu, Michael e Eve se declarando um para o outro, e o Shane dizendo que se apaixonaria pela Claire de qualquer jeito. Você sabe, toda aquela coisa melosa que os personagens dizem nos livros quando acham que vão morrer, mas nós sabemos que eles vão viver e blé.

Ghost Town é um livro digno da série, seguindo aquele padrão de situações de quase morte praticamente o tempo inteiro, a vida de todo mundo em perigo e as mortes ocorridas são sempre irrelevantes (menos a do Sam, porque ele era um fofo). O enredo é rápido e os diálogos são bons, alternados entre divagações não tão chatas da Claire sobre a situação. É muito claro o amadurecimento das personagens, comparando o primeiro livro, Glass House, com o nono, Ghost Town. A série inteira é recomendável se você tiver saco para ler todos os livros até aqui. Acredite, vale a pena. E os personagens são realmente cativantes. Quem não se apaixona pelo Myrnin vestido com roupas bregas e calçando pantufas de coelhinho vampiro, hein? Impossível não gostar.

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* Carpe Corpus é o sexto livro da saga. Lá no finalzinho do terceiro livro (se não me engano), Midnight Alley, Bishop aparece. No quarto livro, Feast of Fools, ele basicamente toca o terror em Morganville, mandando Oliver e Amelie pro escambal e dominando a cidade, fazendo o que bem entende, até mesmo um banquete onde os vamps levam um "acompanhante" humano que no final serve como sobremesa. Bishop é vampirão fodão, pai da Amelie e detentor da cura da doença vampiresca que leva os vamps à loucura. Isso porque ele que espalhou a doença, pra começo de conversa.

** Em Fade Out, Bishop está sob controle (trancafiado nas celas de Morganville que são muito macabras), no entanto, Ada, o computador que mantém as barreiras da cidade erguidas (e controla essa coisa de bloqueio de mente, portais e todas essas coisas bizarras que o Myrnin faz). Enfim, Ada resolve que quer dominar o mundo e se rebela contra Morganville. Em Fade Out, ela é destruída. No final do livro, ÓBVIO. Com direito ao Myrnin mordendo a Claire e tudo o mais. Acontece que depois da destruição do computador com o nome do amor da vida do Myrnin, Ada, a cidade fica sem a proteção usual, o que faz com que as pessoas possam simplesmente sair de Morganville sem ter aquele bloqueio mental. Isso é perigoso para os vamps e Amelie faz um discurso a lá princesa de gelo e ela basicamente obriga Claire a dar um jeito nas coisas, caso contrário os amigos e a família dela morrem. Super fofa, essa Amelie.

*** Kiss of Death é o oitavo e mais inútil livro da saga toda. Não porque é ruim - vejam bem, em KoD descobrimos que os vamps de Morganville não são os únicos e que há uma galera do mal espalhada pelo Texas (que por acaso mal é citada em Ghost Town); mas ainda assim, nada de muito relevante acontece. A destruição da Ada fica completamente em segundo plano em KoD e constatamos que é muito chato quando as personagens estão fora de Morganville. O ruim é que o livro não segue a sequência contínua de acontecimentos que o restante deles segue. É como se fosse um intervalo, um grande abismo entre os outros livros. Você não perde muita coisa do enredo se simplesmente pular a leitura de KoD, o que é diferente nos outros livros. Os outros livros você realmente precisa ler para entender o que acontece no livro seguinte.

OBS: Já que estamos falando de MV, deixe-me falar sobre as capas. Nunca são os mesmos modelos e eu nunca entendo quem devem ser os personagens da capa. Juro. Até Lord of Misrule dá pra sacar (Shane e Claire, oi) e Feast of Fools é o Michael (o lindo modelo loiro, oi), e os três livros antes são a Claire. Mas depois? Ferrou. Não sei mais nada.

Comments
2 Responses to “Resenha: Ghost Town, The Morganville Vampires #9, por Rachel Caine ♥”
  1. Morganville é muito amor *-*
    Adoro os livros e acho uma completa sacanagem somente terem sido publicados dois livros em português... Céus, é muito bom! Por favor, como as pessoas podem deixar Shane, Michael e Myrnin de lado?

  2. Sim! Uma completa sacanagem mesmo u-u É uma série ótima que deveria ter mais atenção ):

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