First Chapter, Anastácia ♥


Como eu ando extremamente negligente com o blog, deixando-o aqui, largado no limbo florido e cor-de-rosa que é esse template, decidi que, como já estou na segunda parte de Anastácia (e até segunda ordem, será esse o nome do livro, att) e muuuita coisa já aconteceu desde o prólogo (comprometedor demais para postar) e o primeiro capítulo, resolvi postá-lo para quem possa remotamente se interessar em lê-lo. A Pammys vai adorar. A Julis vai fazer um comentário nesse post cheio de [AAAA]s (e agora, vejam só, ela vai ter que comentar porque vou obrigá-la). A Kamila vai ter uma crise de Phyreon que, como eu já disse, o segundo irá adorar por ter guerreiras peitudas e muito sangue. Ô imortalzinho maldito e sem vergonha. Nem respeitar a memória da falecida respeita - só que isso malditamente não impede que ele se atenha a ela de uma maneira que fica impossível competir u.u Tio Phyreon é do mal, é isso.
Bom, vamos ao capítulo. Ah, e é em terceira pessoa. Bjs.

I
AS PRINCESAS PERDIDAS

O nome dela era Anastácia Carolina Atirena e sua linhagem não é importante agora. O que importa realmente são seus problemas e sua missão, e nada disso tem a ver com quem foram seus ancestrais. Algum dia, é claro, aquilo importaria e poderia salvar a sua vida, mas, por ora, não passava de uma árvore genealógica velha e apodrecida, com raízes feias e decrépitas.
O que aquela menina estava fazendo no meio daqueles homens era um mistérios para todos aqueles cujas peles estavam regadas a suor e sangue e que, naquele momento, encaravam a garota com um misto de curiosidade e assombro. Aquela fora uma batalha sangrenta, brutal, cruel e agressiva de um modo que há muito tempo aqueles soldados não presenciavam e protagonizavam. Era interessante e particularmente curioso para aqueles homens – pobres soldados, porém não burros – que a brutalidade dos campos de batalha tivessem subitamente retornado quando a menina partiu com eles numa busca desconhecida. O inimigo também lhes causava arrepios. Havia décadas que Tena não levantava a espada contra Esca e aquele ataque no meio do deserto de Greta não tinha nenhum motivo que os soldados pudessem pensar.
Exceto um. E eles estavam apostando todas as suas riquezas – as quais definitivamente não eram muitas – que o motivo de toda aquela confusão era uma nova companhia ao lado deles. Uma garota. Uma maldita garota que cobria o corpo inteiro e lutava feito um homem. Os soldados, muitos deles pasmos demais para dizer alguma coisa contra a menina, não sabiam se aquilo era ou não um bom sinal. A crença daqueles homens no seu reino estava diminuindo e sendo colocada à prova – eles já não sabiam se lutavam do lado certo.
- Juntem os corpos – a garota disse, olhando ao redor com olhos de águia, a voz saindo afiada como uma de suas espadas brilhantes. – Contem os mortos e queimem. É isso que faremos por hoje.
Eles fizeram apostas, os soldados. Eles apostaram assim que saíram de Esca que na primeira batalha a menina cairia e imploraria para que eles a levassem de volta ao reino, que tudo o que o Oráculo disse e previu não passava de um engano. Eles apostaram suas fichas nisso. Alguns ousaram entregar moedas ao apostador. Outros entregaram bens mais valiosos que isso. Todos eles esperavam ganhar alguma coisa quando a menina começasse a chorar e implorasse pela volta, mas isso não aconteceu. Somente um deles ganhou e ele ganhou tudo o que fora apostado – moedas de ouro, correntes de prata, anéis de bronze – o garoto ficara com tudo. E quando ele fez sua aposta, os soldados riram dele, mas deveriam ter tomado como um sinal.
O conselheiro sempre tinha de ser ouvido.
- Você não deveria ter lutado – foi somente o que ele disse à Anastácia. Ela lhe devolveu um olhar duro e frio.
- E olhar enquanto meus homens morriam pela lâmina de Tena? Que tipo de guerreira acha que eu sou, Kiran?
- Você não deveria ter lutado – ele apenas limpou o suor da testa com a barra de sua camisa e olhou ao redor. – Você os assustou.
- E conquistei seu respeito – ela olhou ao redor também. – Eu só preciso que eles confiem em mim.
- É difícil quando eles não sabem por que estão partindo para tão longe de casa – Kiran disse. Ele fazia sentido, como sempre, mas Anastácia não se importou. Uma das principais razões para ela estar ali era o segredo. E embora nenhuma palavra tivesse sido dita sobre isso, ela não iria quebrar o voto que fora feito há tantos anos. Ela não podia e sentia que, se dissesse alguma palavra, tudo aquilo iria por terra. – Eles precisam saber por que estão sendo atacados, Anastácia. É mais fácil lutar quando se sabe o motivo.
- Pensei que você não pudesse questionar sua Senhora, Kiran – Anastácia virou um corpo inimigo e tocou na testa dele, fazendo uma prece silenciosa. – Não há nada para ser dito. Você deveria voltar ao trabalho.
- É o que estou fazendo – ele a seguiu quando a guerreira começou a arrastar o corpo do soldado de Tena para o monte que seus homens estavam fazendo. – Sou o conselheiro escolhido e, supostamente, lhe dou conselhos. Mas você não escuta e não os segue. Eu gostaria de saber o que estou fazendo aqui se meu propósito simplesmente é ignorado.
- Você sabe o caminho para Esca – Anastácia ofegou quando jogou o corpo do homem junto aos outros. Ela estava coberta de sangue e do cheiro da batalha. Sua espada estava suja e suas mãos estavam repletas de terra. Aquela roupa comprida a fazia suar mais ainda, mas não havia nada que ela pudesse fazer sobre aquilo. Não havia uma escolha. Nunca houve. – E você pode levar seu cavalo. Ninguém o está impedindo de voltar.
Kiran ergueu uma sobrancelha.
- E ignorar o Oráculo? Eu prefiro caminhar para o abismo para o qual você está nos levando e cair dentro dele a ter que voltar para Esca e dizer a ela que não consegui – Kiran cutucou um soldado morto com a ponta da bota para se certificar de que realmente estava morto, mas quando este agarrou seu pé, ele quase tivera um ataque do coração com o susto. – Santo nome de Deus! – gritou e desembainhou sua espada.
- Ei – Anastácia segurou seu braço. – Não seja um idiota.
Ela se agachou ao lado do homem que cuspia sangue e olhou para seu rosto sujo de lama. Ele soltou o pé de Kiran para segurar os ombros de Anastácia com uma força que de longe era de um cadáver. Ele parecia se agarrar a vida com todo o seu fervor e a vontade de viver do homem era tanta que Anastácia franziu o cenho. Todos pareciam inocentes quando estavam à beira da morte, mas ela se lembrava muito bem do rosto enfurecido e possuído daquele mesmo homem quando este tentou matá-la com um golpe de espada.
- Qual o seu nome, soldado? – ela perguntou, a voz nem tão dura para que pudesse assustar, mas nem tão suave para que pudesse penalizar. Anastácia agiu com toda a indiferença que conseguiu.
- Você... – ela podia jurar que os olhos dele estavam cheios de lágrima.
- Seu nome – ela repetiu duramente.
- A guerreira escolhida – ele chorou e tossiu, sangue escorrendo dos cantos de sua boca e seu peito convulsionava cada vez que ele tossia. – Estamos mortos. Ele trará a destruição. Você e suas marcas... – ele cuspiu o sangue nas próprias mãos, respingando no rosto de Anastácia. – Estamos todos mortos.
O homem foi dominado por outro acesso de tosses e Anastácia franziu ainda mais o cenho. Ela se perguntou como na terra ele podia saber do que estava falando. Talvez fosse só um delírio de um homem demente, mas talvez fosse apenas a repetição daquilo que ele já ouvira antes. Mas aquelas palavras tão certas não podiam ser somente um delírio – eram tão exatas e tão sucintas e cheias de verdade que os olhos de Anastácia se arregalaram quando ela percebeu que o homem que tinha nos braços estava prestes a morrer.
- Não – ela tentou. – Não ainda. Onde você ouviu essas coisas?
- Mortos – ele continuava chorando e tossindo, as palavras quase incompreensíveis saindo de sua boca com um esforço descomunal. – Pela princesa perdida. Estamos todos mortos.
- Não! – ela o chacoalhou pelos ombros quando ele parou de tossir. – Volte! – ordenou. – Aonde ouviu isso?
Mas é claro que ele não voltou. O homem já não estava mais ali, nos braços dela, delirando ou conversando – não importava, o lugar para onde ele fora continuava sendo o mesmo, não importava o que ele estivesse fazendo na hora em que partiu. A morte era quase sempre a mesma para todos os soldados, variando os donos das lâminas que os mutilavam. Sempre era dolorosa e difícil, uma morte cruel e desumana, homens que lutam batalhas dos reis, dos príncipes e dos imperadores, convencidos de que mudam suas vidas, de que ajudam seu império.
- Anastácia – Kiran colocou uma mão no ombro dela. – Pare.
- Inferno – ela largou o corpo no chão. – Maldito inferno.
A guerreira levantou-se, olhando ao redor, checando seus homens, certificando-se de que ninguém além dela tinha ouvido as palavras do soldado agora morto. Anastácia não tinha entendido tudo, mas boa parte fazia sentido para ela e isso era suficiente para que ela temesse que a outra parte do delírio fosse decifrada por algum soldado intrometido. Não, ela não podia dar-se a esse luxo. Não era um segredo somente dela e Anastácia sabia que estaria colocando a vida daqueles homens em risco se eles soubessem do verdadeiro motivo daquela jornada.
Ela tinha que achá-lo. A todo custo, Anastácia tinha que achá-lo. E então, quando finalmente o encontrasse, ela tinha instruções claras e precisas do que tinha de fazer. As ordens eram claras e não deviam ser desobedecidas.
Ela tinha de achá-lo – e então tinha de matá-lo.


“A noite está em chamas.”
30 Seconds To Mars


Obs: Todo final de capítulo tem um trechinho de música assim. É bonitinho, awn.
Obs²: E eu acho vagamente que já tenho um personagem chamado Kiran. E ele é um centauro. Então o nome do conselheiro poderá mudar. Só pra constar.
Obs³: O blogger está se recusando a me deixar colocar um título na postagem. Era pra ser "First Chapter, Anastácia (insira um coração aqui)", mas a coisa tá difícil.

Comments
12 Responses to “First Chapter, Anastácia ♥”
  1. Sério, adorei o capítulo! Este vai ser um ótimo livro...
    ah, eu queria saber de onde vc tira inspiração para criar estes personagens fabulosos? De um outro livro, autor, lenda ou pessoa? :?

    Muito BOM! :B

    http://cinco-datarde.blogspot.com/

  2. Na verdade, não sei explicar bem de onde eles saem x) é uma mistura de pessoas que eu gosto muito com conceitos lapidados :)

    Obrigada!

  3. Ô PHYREOOOOOOOOOOOOOOOON, A AMANDA FALOU DOCÊ AQUI Ó!


    bem, eu simplesmente amei. Sério. De verdade. Nunca escrevi sobre mulheres guerreiras fodonas e quem sabe... não! eu não posso T__T


    Ah, sim, Phyreon, depois de ler, disse que a Anastácia está com muita roupa e que quer que ela lhe mostre seus dons com a espada e eu espero que isso não tenha duplo sentido. o_o Mas acho que tem porque ele disse "espada" com aquele tom que eu tenho medo.

  4. Samyle S. says:

    Adorei o capitulo! Você escreve muito bem, parabéns!

  5. Obrigada Samyle! :D

    Então o Phyreon vai adorar o capítulo sete. Ou o oito. Eu realmente não lembro qual deles é, mas o Phyreon vai gostar. Porque, né.

    Obrigadãaaaao Kamila! :DDDD

  6. Samyle S. says:

    Tem um selinho para ti lá no blog *---*
    http://deardiary-sucker.blogspot.com/2012/03/desireforconsumption-selinho.html

  7. OOOMMMGG muito boom! Preciso de mais urgente!! Gêmea se quiser posso fazer um layout kawaii pra você, só se quiser.

    Bye Doong (gêmea)

    http://jennywestwick.blogspot.com

  8. Gêmea! Quero - por favor. Vamos ver no que dá, eu to querendo mudar o layout do blog faz uma era já. Obrigadinha *-*

    Paula, muuuito obrigada !

  9. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
    AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
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    AAAAAAAAAAAAAA

    EU PRECISO DIZER MAIS ALGUMA COISA? NÃO NEAH? ISSO AQUI TÁ FUEDA!

  10. Eu mudo siim, me add no msn que a gente conversa
    jennyfer.pereira@live.com

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