Devaneios #11

Oi gente :)

Eu queria falar sobre isso faz um tempo, mas esperei colocar a cabeça no lugar para me manifestar. Ah, relaxem, não é nada muito sério. É sério sim, para mim, mas para vocês? Duvido que alguém realmente considere esse um assunto de importância máxima, assim como eu o trato. Mas, bem. Eu vou falar do mesmo jeito ;)
Na última semana de aula no terceiro ano, tive um choque de realidade. Não sejam bobos, não foi porque estava acabando o ano e porque eu não ia mais ver meus amigos nem nada disso. Parte disso, com certeza, mas eu sei que se quero manter o contato com as pessoas que se tornaram importantes para mim, temos de lidar com a distância e continuar nos falando de qualquer modo (e acreditem, estamos fazendo um bom trabalho por enquanto). Não foi por isso. Foi por algo mais sério, mais tenso e mais assustador.
Faculdade.
Porque num momento, eu tinha absoluta certeza do que iria cursar porque sempre foi minha segunda opção de curso - Psicologia, já que Artes Visuais é raridade por aqui. E eu fiz vestibular para Psicologia. Eu tinha convicção do que ia fazer. Ou pelo menos eu achava que tinha. E então eu vi a lista de selecionados e meu nome lá no meio. A semana da inscrição. E eu pensei: "NÃO, Eu não vou me matricular".
Sempre gostei de ter essa certeza do que ia fazer depois do ensino médio. Meus planos eram entrar direto numa faculdade e pronto, continuar estudando. Mas o primeiro baque, foi o baque financeiro. Eu tenho que arcar com isso sozinha - é uma escolha minha. Eu não vejo justiça em fazer meus pais me ajudarem, deixarem de realizar seus sonhos, por causa de uma escolha minha, uma decisão de fazer as coisas em determinado momento ao invés de esperar. Não - isso seria irresponsabilidade munida de imaturidade. Então eu tomei a decisão mais séria que já tive de tomar na minha vida: Decidi esperar seis meses. Juntar a grana, pensar com clareza e então cursar a faculdade. Nesse período, vou fazer meu tão sonhado curso de Artes Plásticas. Sim, eu sonho com ele há dois anos. Sim, eu amo isso. Mas eu amo outra coisa também.
O meu trabalho.
Eu sei que sou nova - já perdi a conta de quantos me disseram isso -, mas não é por causa disso, por causa da minha idade, que eu vou me fissurar na ideia de que eu não posso ter certezas e nem tomar decisões sérias. Muito pelo contrário. Se eu estou trabalhando num lugar que eu gosto, com pessoas maravilhosas, fazendo coisas que me fascinam... Bem, foi aí que veio meu segundo baque. Eu trabalho em um cartório, mexendo com coisas que envolvem Direito.
Não posso dizer e nem quero que ninguém pense que fui influenciada por alguém. Nada disso - todos sempre foram muito tranquilos quanto a minha decisão de cursar Psicologia. Mas quando você conhece uma área que tem tanto a ver com você, que você gosta tanto... Bem, as suas convicções são abaladas e talvez aquilo que você sempre achou que fosse o que queria, perca um pouco do sentido.
Foi então que eu fiquei seriamente confusa.
Eu adoro a sensação que eu tenho de quando uma pessoa chega, completamente perdida, me faz uma pergunta que pode mudar o rumo da sua vida, e eu sei responder com toda a clareza e dar uma direção para ela. Não é como na psicologia, que você diz coisas a partir da análise da situação. Não, ali as coisas são mais simples e diretas. Há a lei, há você e há a situação. E há a resposta. Que, na maioria das vezes, eu posso dar. E a sensação de ver a pessoa suspirar aliviada como se tivesse sido tirado um peso das costas dela, nossa, a sensação que eu tenho toda vez que consigo ajudar alguém do jeito certo, de um jeito que é correto, de que é verídico perante a lei, nossa, eu não sei descrever. É maravilhoso. É perfeito. É como se naqueles dois segundos eu tivesse me realizado também. Pode parecer pouco, pode até parecer besteira, mas eu não sei. Eu adoro isso. Adoro esse ambiente, esse... mundo.
É por isso que acho que já sei o que vou fazer lá em junho. Depois de muita pesquisa, muito coração acelerado e momentos de confusão que eu não sabia o que fazer com a minha vida, decidi, finalmente decidi.
E, bem, eu me sinto aliviada. Feliz. Como se tivesse acabado de descobrir o meu futuro. E embora isso seja assustador, é, ao mesmo tempo, desafiador. Fascinante. E eu vou conseguir. Por que, afinal de contas, é a minha vida, não é? Meu futuro. E é tão estranho e ao mesmo tempo tão bom pensar que vou fazer isso, o que eu gosto. É um baque, um choque de realidade, mas a vida é cheia deles. Nós temos que aprender a passar por eles, enfrentá-los e fazer escolhas. Pra mim é só o começo. Quem sabe ainda o que está por vir?

Comments
2 Responses to “Devaneios #11”
  1. Oi Amanda!!!
    Eu tb passei por isso qdo terminei o 3º ano. Tinha certeza de que queria cursar Pedagogia, mas na hora H fiquei confusa. Acabei adiando a entrada na facul e, qdo resolvi cursar tive certeza de que era o curso perfeito para mim.
    Seguindo seu blog,viu? Passa no meu? Se gostar, segue:
    http://coisasdemeninasarteiras.blogspot.com/
    Bjoo ;*

  2. Oi Neyla :)
    Também adiei minha entrada por pura confusão. Vamos ver o que vai acontecer ^^

    Beijos, indo lá no blog!

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